
MODERNIZANDO O PASSADO
PRIMEIRA FEIRA
MANGUEDARTe

No dia 13 de março de 2026 aconteceu a primeira feira "Manguedarte" na Rua da Aurora, reunindo 30 expositores com stands de gastronomia, arte, moda e design.
A feira tem o intuito de reunir empreendedores da cidade,valorizando a cultura local e sua primeira edição homengeou os 60 anos de Chico Science.
Foi um evento lindo e a programação incluiu o show com a cantora Ylana.
Visando o consumo consciente, valorizando o desenvolvimento econômico e cultural a Manguedarte está prevista para acontecer uma vez no mês nas sextas feiras, ainda com datas a serem definidas. É uma oportunidade de conhecer artistas locais e se divertir com amigos e familiares.
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Por Maria Manuela Farias
Imagem: @prodarteoficial

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Caranguejos do Capibaribe entrevistando Érika Del Pino, Secretária Executiva de Empreendedorismo da Cidade do Recife.
CONHEÇA QUEM É RICO DUJANGA
Por: Rian Lucas
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Se forem ao Janga e perguntarem sobre Henrique vai dizer vários mas não vão acertar. Mas, se falarem Rico DuJanga vai ser certeiro, todos vão o conhecer.
Foi com esse nome que ele construiu sua história na música se tornando hoje um icone do rap em Pernambuco.
No dia 18 de agosto os Caranquejos do Capibaribe receberam esse grande artista para uma roda de diálogo, onde compartilhou conosco sua trajetória musical, sua paixão por escrita e seus planos para o futuro.​
​Como nasce e quem e Rico até se tornar DuJanga?
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Rico nasce quando eu era criança, no início da carreira não usava o nome rico e sim só veio na pandemia. Usar o nome rico era muito pessoal, até eu reconhecer o artista Rico que existia em mim .
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Como a cultura entra na sua vida?
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A cultura entra na minha vida a partir das festas do Janga. Até que comecei com a escrita de poesia com 12 anos e no colégio da Policia Militar eu conheci a música entrando para a banda.
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Quem te inspira?
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São tantas pessoas... Miró da Muribeca. Especialmente por sua frase: “Quem inventou a bala deveria leva um tiro”.
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Como a filosofia entra em sua vida?
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A filosofia entrou na minha vida antes mesmo de eu ser o Rico DuJanga, e está presente em tudo que eu cantei e escrevi na minha vida. A Graduação entra na minha vida como um meio de me salvar. E uma forma de reivindicar meu lugar, de pisar em todos os lugares que eu posso pisar.
O que o pequeno Rico sonhava em ser e o que ele acharia do atual Rico?
O pequeno Rico era muito astuto, mas nunca achou que estaria nesse lugar antes dos 15. Após os 15 e com a entrada na banda da escola eu ainda não sabia como, mas iria fazer aquilo pelo resto da minha vida.
Se você pudesse, quem você queria entrevistar ?
É obvio mas seria Chico Science! Minha primeira pergunta seria: De onde vem essa ciência que você carrega?
Como foi a experiência do primeiro show?
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Como artista autoral eu me apresentei em 2023. Mas a primeira vez como Rico DuJanga foi algo assim... eu esqueci as minhas letras, tremeu as pernas e hoje em dia é algo mais sincero e consigo deixar claro o que eu quero falar e transmitir.
Como você consegue conciliar a vida como estudante, cantor e ator?
E uma loucura que tem muito amor envolvido. Na faculdade eu tô pagando duas matérias por semestre, tenho uma equipe que confia em mim. É uma loucura que eu não sei como, mas está dando certo. A música entrou na minha vida como lugar de saúde. Me sinto feliz e realizado.
Bate bola:
Rico por Rico: Rico de amor
Janga: Do Janga ao caos e do caos para ao Janga.
Chico: Herança Cultural.
Miró: Mirou no meu peito com sua poesia.
Mangue: O mangue grita.
A praia do Janga: Tá suspirando.
Musica: Minha vida.
Dueto dos sonhos: Baiana System.
Palco dos sonhos: Rock in rio.
Família: Base.
Futuro: Música.
​A NAÇÃO DO MANGUE INVADIU A SAPUCAÍ
Por Yasmim da Silva Farias
Estudante de Licenciatura em Ciências Sociais / UFPE
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Fotografias Fonte: https://carnavalesco.com.br/grande-rio-2026-galeria-de-fotos-do-desfile/Fotografias

No dia 17 de fevereiro de 2026 a escola Grande Rio homenageou o movimento Manguebeat e seus idealizadores no desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí. Apresentando grandes referências em seu desfile, com o abre alas composto por caranguejos com antenas que demonstram o princípio do manguebeat, ANTENAR a sociedade. Trouxeram também grandes referências do mangue em si em um carro alegórico representando as raízes do mangue, que também possuía esse nome. O carro tinha as fortes raízes que são características memoráveis quando se pensa na vida do mangue, com sua biodiversidade. Mostraram o mangue como potência. Fizeram uma ala com catadores de caranguejos e as marisqueiras para representar a subsistência da sociedade do mangue. Além disso, a menção a espiritualidade, quando trouxeram a figura de Nanã que é uma divindade de matriz africana, a avó ancestral, senhora da sabedoria e da lama.
Apesar dos olhos completamente voltados à estreia da nova rainha de bateria, uma influencer digital e rainha das bets, o que a Grande Rio veio apresentar no sambódromo, não passou despercebido. As homenagens as pessoas que construíram o Manguebeat, como a ala do Daruê Malungo, Louise França (filha de Chico Science) como destaque principal no carro alegórico que levava o nome de seu pai, e demais carros com referências aos nomes de suas músicas como o “maracatu atômico” e ainda outro que levou o nome de “Caranguejos com cérebro” referenciando o Manifesto de Fred Zero Quatro e Renato L.


Quem conhece a fundo o movimento, sentiu falta de um maior destaque a algumas personalidades importantes na sua formação do Movimento. Fred Zero Quatro poderia ter uma maior visibilidade no desfile sendo ele um dos autores do Manifesto Caranguejos Com Cérébro junto com Renato Lins (o Renato L) que não estava presente na Sapucaí. Também foi perceptível a ausência da banda Nação Zumbi, que seguiu o legado de Chico Science após a sua morte, e Roger de Renor que fez da sua Soparia (famoso bar do Recife nos anos 90) um celeiro cultural para os artistas do movimento e palco da gravação de clipe de Chico Science e Nação Zumbi, a banda Devotos, entre outros.
Apesar disso, o enredo foi magnífico apresentando toda força do movimento, fazendo juz a nossa história e a cultura do nosso povo.
GRES Acadêmicos da Grande Rio (RJ)
SAMBA-ENREDO 2026 : A Nação do Mangue
Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi
A nação está aqui
Não se curva ao poder
Escute, nossa gente vem da lama
Resistência que inflama
Quando toca o xequerê
Casa de gueto! Casa de gueto!
Nossa voz que não se cala
Batuque sem medo por direito, é o toque das alfaias
Eu também sou caranguejo à beira do igarapé
Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré
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Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar
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Manamauê maracatu
Saluba, ê Nanã Yabá!
A vida parecida com as águas
Não é doce como o rio
Nem salgada feito o mar
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A margem já subiu para cidade
Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó
Pensamento popular
Gramacho encontrou Capibaribe
Num mundo livre, quero ver você cantar
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Freire, ensine um país analfabeto
Que não entendeu o manifesto
Da consciência social
Chico, Manguebeat tá na rua
Caxias comprou a luta
E transforma em carnaval!
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Respeite os tambores do meu Ilê
Respeite a cadência do meu ganzá
À frente, o estandarte do meu povo
Pra erguer um tempo novo que nos faz acreditar!
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Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!
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Eu sou do mangue, filho da periferia
Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou
Ponta de lança é Daruê
Dobra o gonguê, a revolução já começou!



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