ANÁLISE “CHICO VIVE!” E IMPACTO CULTURAL
- MERCIA PASSOS
- 22 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
feito por Hannah Brito
"O disco "Da Lama ao Caos" foi lançado a 30 anos atrás. Nessa época Recife foi considerada a quarta pior cidade para se viver, e foi nesse contexto que o movimento manguebeat surgiu, para mostrar para o mundo e para os próprios habitantes de Recife o quanto nossa cultura é rica e diversa. Outro movimento que já existia em Recife era o Armorial, mas Chico achava ele muito retrógrado e que representava apenas a burguesia. E por esse motivo ele e Ariano Suassuna tiveram uma caminhada artística muito contrastante. Chico Science misturava ritmos, danças e outras formas de expressões para suas ideias. Por isso o nome "Science", algo que fazia referência a uma alquimia que resultava em suas obras. Ariano criticava isso, pois misturar a cultura nordestina com outras advindas de fora, acabava com a pureza dela. Como assim misturar Rock com Maracatu? Chico "Science", não. Chico Ciência!
Deixando essa rivalidade de lado. É fato que o movimento Manguebeat impactou muito Recife e o mundo. Então, em 2024, é lançado o "Projeto Replay: Da Lama Ao Caos". Uma apresentação do álbum para a nova geração. Claro, sem tirar a essência das músicas que Chico compôs, mas agora como o ritmo musical pulsa no Brasil atual. Muitos dos artistas escolhidos bebem diretamente da fonte do Manguebeat, como por exemplo: Mago de Tarso e Marcelo D2. O que demonstra, que apesar de 3 décadas terem se passado, o movimento continua. Assim como o ciclo do caranguejo, o movimento Manguebeat se renova a cada dia, e se mantém uma memória viva de Recife. "Modernizar o passado, é uma evolução musical", Viva Chico Science!"





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