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RESENHA CRÍTICA DA REGRAVAÇÃO DO “DA LAMA AO CAOS” PELO O PROJETO REPLAY

  • Foto do escritor: MERCIA PASSOS
    MERCIA PASSOS
  • 22 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

feito por alex buarque.


"Antes de mais nada, esta é uma resenha que contém totalmente a opinião do autor, Alex Buarque.

 

Achei de muita audácia por parte do Projeto Replay fazer uma regravação do álbum Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi, em comemoração aos seus 30 anos. Como sabemos, é um álbum não só histórico e especial, como também quase inimaginável quando pensamos em uma “repaginada” para a nossa década atual. Ainda assim, é uma lisonja saber da existência desse projeto, que é inspirador, instigante e contagiante. Porém, por mais que seu intuito seja justamente trazer uma nova perspectiva sociocultural, musical e atual para as próprias regravações, algumas faixas acabam pecando no sentido de “prazer de ouvir”. É o caso de "Rios, Pontes e Overdrives", na voz da banda Black Pantera; "A Cidade", interpretada pelo carioca Chico Chico e pelo grupo curitibano Machete Bomb; e "Lixo do Mangue", com a artista Luana Flores. Não são tão agradáveis, mesmo que tenham tentado seguir outros caminhos diferentes das faixas originais que realmente aconchegam a gente. Por outro lado, outras regravações se destacam lindamente, como "A Praieira", na voz da cantora pernambucana Uana; "Risoflora", interpretada por Louise, filha de Chico; e "Banditismo por uma Questão de Classe", na voz do rapper fluminense Marcelo D2. Além de trazerem novas perspectivas, essas versões são muito agradáveis e gostosas de ouvir, pois dão um novo ar ao som de Chico sem perder sua essência original.

 

Sendo bem sincero, por mais que haja questões em uma faixa ou outra, não podemos deixar de falar sobre a importância de reconhecer o impacto de Chico Science e da Nação Zumbi, mas principalmente o impacto que o manguebeat tem em nossas vidas e para o nosso país. Há também o lindo patriotismo pernambucano, claro, mas também o de muitos artistas que beberam da arte de Chico ou cresceram ouvindo o nosso eterno mangueboy. Enfim, como já disse, é muito bonito e inspirador saber que a nossa geração de multiartistas ainda resiste ao som de Chico Science. Afinal, não crescemos vendo Chico de perto ou ao vivo na TV, então reconhecer a importância dele e do movimento manguebeat é um ato de valorizar e manter vivas as nossas raízes da lama."


album replay da lama ao caos
album replay da lama ao caos

 
 
 

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